Bolsonaro desiste de Renda Brasil e descarta congelar aposentadorias e pensões

Por Guilherme Kalel e Ester Marini

Informe Post – 15/09/2020 | 14h49

O Presidente Jair Bolsonaro, em uma das decisões mais acertadas de seu governo até aqui, anunciou hoje que não vai permitir o congelamento de aposentadorias e pensões do
INSS.
Com isso, Bolsonaro informou que o governo desiste de criar o Renda Brasil, que iria beneficiar 21 milhões de pessoas e substituir o Bolsa Família.

Nesse momento a criação do programa é inviável, porque o governo federal não dispõe de recursos para a criação e manutenção do programa.
Para cria-lo, a equipe econômica propôs alternativas que desagradaram ao Presidente e a população de um modo geral.
Primeiro, aventou-se acabar com o pagamento de abono salarial anual, para trabalhadores que recebem até 2 salários mínimos por ano e tem registro em carteira.
Também se descartou, acabar com o Seguro Defeso pago a pescadores na piracema, e com o programa Farmácia Popular.
A nova tacada da equipe econômica, foi tentar emplacar um congelamento de aposentadorias e pensões para os próximos 2 anos.
Se elas fossem mantidas como estão, então haveria espaço no Orçamento para o Renda Brasil.

Bolsonaro disse, em vídeo nas suas redes sociais e em entrevista nesta manhã,
que não vai permitir tirar dos mais pobres, e por isso não vai mexer nas aposentadorias e pensões.
Descartou o Renda Brasil, e deu um cartão vermelho direto no Ministro da Economia Paulo Guedes, e seus auxiliares, que propuseram todos esses absurdos.
O Presidente não descartou, que num outro momento o Renda Brasil possa voltar a ser discutido, se houver outra forma de banca-lo.
Mas por hora, o programa está suspenso.

Com isso, acaba a chance de quem recebe o Auxilio Emergencial, entrar no programa federal quando as parcelas terminarem.
Bolsonaro prorrogou o Auxilio, até dezembro de 2020, em parcelas de R$ 300,00.
Nesse sentido, após o pagamento o Auxilio será cessado.