Opinião – O que a Santa Casa não entendeu sobre os pacientes que esperam vaga para leitos de UTI

Por Guilherme Kalel

Informe Post – 13/09/2020 | 7h

Pode dizer a Santa Casa de Franca, que o último artigo de opinião que escrevi na data de 12 de setembro, foi pesado.
Fiz críticas sérias e duras, contra a administração de regulação de vagas da unidade de saúde..
Joguei luz a um fato que há muito acontece, mas que é ignorado.
O fato de que o hospital, não presta o atendimento necessário as pessoas.

Claro, a Santa Casa é o único hospital que atende SUS em Franca, em toda a região.
Com média e alta complexidade.
Os seus médicos e enfermeiros prestam relevantes serviços para a população.
Por isso, nem este e nem um outro artigo, é direcionado a essas pessoas.
O artigo trata, daqueles que atuam na administração do local, que são responsáveis por fornecer as vagas e gerir esse sistema tão complexo.

O que a Santa Casa não entendeu, que tentamos explicar, questionamos e não obtivemos respostas,
é que o paciente que precisa de um leito se for de UTI,
não basta que ele fique na emergência sendo acompanhado.
Acompanhamento não é tudo que o paciente precisa, ele precisa dos cuidados que vem, com todo o suporte de UTI.
A Santa Casa alega que, o paciente recebe esses na emergência.
Se isso fosse mesmo verdade, por que então a indicação de uma vaga na UTI?
Não poderiam os pacientes ficarem lá, sem transferência?

A resposta é clara.
Se não precisassem da UTI, se houvesse algo que substituísse esses cuidados,
então não se haveria a indicação.
É essa a luta do Informe Post,
para contar a historia de uma idosa de 87 anos, que desde quinta-feira, 10, tem esperado por uma vaga que não saiu.

Outro questionamento sem resposta, é que a família teve a informação de que receberia uma vaga na sexta-feira, 11.
Na última hora a vaga foi cedida a outro paciente, por que?
Isso a Santa Casa não responde.

E por fim, a última questão não respondida,
é por que não pedem transferência desses pacientes para outros hospitais?
Sendo que lá, não tem vaga para atendê-los?

Todas essas perguntas estão sem resposta,
e continuarão a permanecer sem.
Pelo que percebemos para o hospital, o importante é que tem um médico lá,
o resto é resto.
A opinião de que UTI é UTI, e não emergência, não conta.