Vilão da mesa – Pacote de arroz chega a custar R$ 40,00 em algumas localidades

Representante de supermercados sugeriu ontem que brasileiro troque o item por macarrão

Por Guilherme Kalel, Mariana Honorato e Mariana Novacki

Informe Post – 10/09/2020 | 10h25

Comprar alimentos está mais caro no Brasil, isso é inegável.
Mas a alta que vem ocorrendo sob o preço do arroz, é fora do comum e preocupa.
O alimento mais encontrado na mesa dos brasileiros, se transformou ao longo dos últimos meses no vilão das mesas.
É o item da cesta básica que mais acumula altas, 19,25% ao longo de todo o ano de 2020.
O produto ficou mais caro nas últimas semanas, com uma série de acontecimentos.

O Brasil tinha um baixo estoque de consumo de arroz e os produtores estavam preparados para isso, até 2021.
O país importa a maior parte do que produz e o que sobra, sempre foi suficiente para abastecer as mesas locais.
Com a pandemia da Covid-19 e a chegada do Auxilio Emergencial, as pessoas viram a necessidade de se fazer estoque de comida em casa.
Aumentou também o consumo de produtos que fossem mais rápidos de se preparar, e por isso o arroz começou a subir.
Havia risco de desabastecimento do produto, porque o mercado local não tinha suficiente para dar conta da demanda, nacional e internacional.

O Dólar em alta, facilita para que os estrangeiros comprem o arroz produzido por aqui.
A Venezuela por exemplo é a maior compradora de arroz do Brasil.
Essa alta de Dólar, fez o produto ficar mais barato em Real para ser comprado, porque a moeda brasileira se desvalorizou.
Resultado, mais caro o produto vem ficando.

Em algumas cidades o pacote de arroz, antes encontrado numa média de R$ 15,00, já custa R$ 40,00.
O resultado são famílias, sem saber como sair dessa situação,
e o governo federal anunciando que, não vai interferir nos preços do produto de fora nem uma, afirmação da Ministra da Agricultura.

Um representante da Associação de Supermercados, teve a brilhante ideia nesta quarta-feira, 9, e sugeriu que os brasileiros troquem arroz por macarrão.
Mais barato, poderia ser a alternativa nesses tempos de crise.
A ideia é que se não houver demanda, o preço caía.
Se sabe na realidade que o arroz é item essencial, e o erro está nas práticas adotadas pelo governo, que sim, tinha de intervir nos preços.
O arroz, a carne e o leite, ambos em alta foram responsável por elevar em agosto, 0,24% a inflação do período.
Para o ano todo, já se prevê algo maior que 3,5%, por conta dessas altas.
E para piorar o cenário, a tendência não é de queda, mas sim de alta dos preços.
Ainda mais.