Operação da polícia realiza batida em escritórios de advocacia

Por Mariana Monary

Informe Post – 09/09/2020 | 13h42

Uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 9, desdobramento da Lava Jato do Rio, cumpre mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e empresas, de ao
menos 6 estados.
O Juiz Federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, foi quem autorizou as buscas.
O objetivo é apreender documentos, obras de arte, joias, dinheiro vivo, computadores, telefones celulares, tablets, imagens de câmeras de segurança,
e tudo que possa ter relação com investigações da Lava Jato e da delação que originou essa busca hoje.

O empresário Orlando Diniz, entregou um esquema na sua delação, criado por escritórios de advocacia para desviar, R$ 150 Milhões do Sesc e Senac.
O objetivo era angariar recursos, que o permitissem ficar afrente da Fecomercio, Fundação para o Comercio.

De acordo com os dados obtidos, os advogados estavam envolvidos nesse caso e eram capturadores dos recursos.
São alvo da operação, o filho do Presidente do Superior Tribunal de Justiça Eduardo Martins,
o filho de um Ministro do Tribunal de Contas da União,
e um ex-advogado da família Bolsonaro.
Quem também entrou no pacote de buscas, é o advogado que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos processos da Lava Jato.

Em defesa, o advogado disse que a operação de hoje é uma retaliação contra suas defesas.
Para a OAB, a busca é ilegal, já que o estatuto da Ordem declara escritórios de advocacia como invioláveis.