Sem fiscalização do poder público, pessoas voltam a rotina e vão a praia aglomerando-se em meio a pandemia do Coronavírus

Por Lívia Tomazelli e Mariana Monary

Informe Post – 01/09/2020 | 7h

O que o Presidente Jair Bolsonaro mais queria, aos poucos volta a acontecer.
Com total irresponsabilidade, sem discernimento do que de fato podem estar fazendo, as pessoas começam a se esquecer que o Brasil atravessa um período crítico, uma pandemia.
E se aventuram em meio a aglomeração, em festas e principalmente nas praias do Rio de Janeiro e do litoral paulista.
O final de semana, de sol e calor, foi propício para se verificar essas cenas.

As praias, nos pontos mais importantes do Brasil, ficaram lotadas.
Mesmo com a proibição em tese das pessoas ficarem na areia, muita gente estacionou seu guarda-sol, e passou a tarde na praia.
Cenas que há muito não se via, mas que começou a voltar a ser frequente.

Irresponsabilidade, sim, e em dose dupla.
Do poder público que não fiscaliza, este municipal melhor dizendo.
E das pessoas que se submeteram a este banho de praia.
Claro que se entende que é sempre muito bom, ir ao mar, passar um dia ou uma tarde na areia.
Mas dentro do que é permitido.
O Brasil não levou a sério, nem vai, a pandemia da Covid-19.
Com igrejas abrindo quando não poderiam, ninguém fazendo nada,
o comércio se refutando a vender sem ter gente dentro das lojas, mas a aglomeração na porta,
e os casos só subindo nos hospitais, onde faltam leitos para atender a quem precisa.
Realidade do Brasil, mais de 3,8 milhões de casos e mais de 120 mil pessoas que morreram, pela gripezinha.
Para os menos desavisados, é só intriga da imprensa.
Para a realidade, a Covid-19 é séria, e mata.